Tecnologia 2026/2027: onde estão as oportunidades de investimento e os novos desafios para a gestão de TI
FinOps, inteligência artificial, gestão de ativos, segurança, dados e governança estão entre os principais temas que devem direcionar os investimentos em Tecnologia nos próximos anos.
A discussão sobre investimentos em Tecnologia para 2026 e 2027 mostra uma mudança importante no papel da TI dentro das organizações. O desafio já não é apenas ampliar infraestrutura ou adotar novas tecnologias, mas garantir que esses investimentos sejam sustentáveis, governados e capazes de gerar valor para o negócio.
Em uma recente live sobre Oportunidades e Investimentos em Tecnologia 2026/2027, promovida pela J.Ex, líderes de diferentes órgãos públicos compartilharam seus desafios e prioridades para os próximos ciclos de planejamento.
Apesar das diferenças entre as instituições, alguns temas apareceram de forma recorrente: crescimento dos custos de nuvem e inteligência artificial, modernização da infraestrutura, gestão de ativos de TI, segurança da informação, governança de dados e necessidade de maior controle sobre os investimentos tecnológicos.
1. FinOps passa a ser estratégico
Um dos pontos de maior destaque foi o crescimento dos custos relacionados à nuvem e, principalmente, ao uso de inteligência artificial.
O consumo de IA introduz novos desafios para o planejamento financeiro. Custos relacionados a processamento, modelos, APIs e tokens podem variar de acordo com o uso, tornando mais complexa a previsão orçamentária.
Nesse cenário, FinOps deixa de ser apenas uma disciplina operacional da área de Tecnologia e passa a envolver também Finanças, Governança e Negócio.
A questão passa a ser: Como utilizar mais Tecnologia e IA sem perder o controle sobre os custos?
Para isso, as organizações precisam de visibilidade sobre consumo, contratos, fornecedores, ativos, centros de custo e utilização dos recursos tecnológicos.
2. Gestão de ativos continua sendo fundamental
Ao mesmo tempo em que novas tecnologias ganham espaço, as empresas e os órgãos continuam enfrentando desafios relacionados ao crescimento e à renovação do parque tecnológico.
Notebooks, desktops, smartphones, servidores, equipamentos de rede e outros ativos precisam ser acompanhados durante todo o seu ciclo de vida.
Uma gestão eficiente exige mais do que um inventário.
É necessário conectar: ativo + usuário + localização + responsabilidade + contrato + custo + ciclo de vida.
Essa visão integrada permite identificar ativos ociosos, equipamentos sem responsável, necessidades de renovação, custos associados e oportunidades de otimização.
3. IA aumenta a necessidade de governança
Outro tema é o chamado Shadow AI, quando usuários passam a utilizar ferramentas de inteligência artificial sem necessariamente existir uma política ou processo institucional para esse uso.
O problema não está apenas na ferramenta utilizada. É preciso considerar:
quais ferramentas estão sendo utilizadas;
quem está utilizando;
quais dados estão sendo inseridos;
quais informações podem representar risco;
quanto está sendo consumido;
quais soluções devem ser aprovadas;
como testar novas aplicações com segurança.
A tendência é que as organizações criem uma espécie de esteira de governança para IA, permitindo que novas iniciativas sejam testadas e evoluam sem comprometer segurança, compliance e controle financeiro.
4. Dados são a base para a transformação
Outro consenso observado foi que não existe uma estratégia consistente de IA sem uma estratégia adequada de dados.
Dados estruturados, integrados, confiáveis e governados são fundamentais para que ferramentas de inteligência artificial possam produzir resultados de qualidade.
Isso aumenta a importância de iniciativas envolvendo:
integração de sistemas;
qualidade e governança de dados;
data lakes;
analytics;
automação;
APIs;
inteligência artificial aplicada aos processos.
Nesse contexto, plataformas capazes de integrar informações de diferentes sistemas e transformá-las em uma visão gerencial única ganham importância estratégica.
5. Segurança e identidade continuam entre as prioridades
O crescimento da IA, da nuvem e dos ambientes digitais também amplia a superfície de risco.
Entre as prioridades mencionadas estão gestão de identidades, controle de acessos privilegiados, SOC, observabilidade, vulnerabilidades, backup e proteção dos ambientes tecnológicos.
A tendência é que segurança deixe de ser analisada de forma isolada e passe a estar cada vez mais integrada à governança da Tecnologia.
6. Oportunidade: integrar gestão, custos e governança
Para as organizações, o grande desafio dos próximos anos será conectar essas diferentes dimensões.
Não basta saber quantos ativos existem.
É preciso saber: quanto custam, quem utiliza, onde estão, qual contrato está relacionado, qual o centro de custo, qual o ciclo de vida e qual o impacto financeiro de sua manutenção ou substituição.
Da mesma forma, não basta adotar IA. É necessário acompanhar uso, consumo, custos, riscos, contratos e resultados.
É justamente nessa convergência entre gestão de ativos, custos, contratos, dados e governança que surgem novas oportunidades para a Tecnologia.
O que esperar de 2026 e 2027?
A principal mudança é que a TI passa de uma área focada predominantemente em tecnologia e infraestrutura para uma função cada vez mais orientada por governança, custos, riscos, dados e geração de valor para o negócio.
Antes
2026/2027
Gerenciar infraestrutura
Gerenciar valor
Controlar ativos
Gerenciar ciclo de vida
Controlar orçamento
Otimizar consumo e investimento
Adotar IA
Governar uso de IA
Gerenciar sistemas isolados
Integrar dados e processos
Inventário
Visão integrada ativo + custo + contrato
Os investimentos em Tecnologia tendem a continuar crescendo, mas com uma exigência cada vez maior por governança, transparência, eficiência e retorno sobre o investimento.
Algumas prioridades devem permanecer no centro das decisões:
FinOps e controle dos custos de Cloud e IA;
Gestão integrada de ativos de TI;
Governança e segurança para utilização de IA;
Dados estruturados e integrados;
Modernização da infraestrutura;
Gestão de identidades e segurança;
Automação e inteligência aplicada aos processos;
Maior integração entre Tecnologia, Finanças e Negócio.
A principal mudança, portanto, não está apenas nas tecnologias que serão adotadas, mas na forma como as organizações irão governar, medir e otimizar os investimentos realizados em Tecnologia.
Para empresas e órgãos públicos, a capacidade de transformar dados de ativos, contratos, consumo e custos em informação para tomada de decisão será cada vez mais importante.
Nesse cenário, a vantagem competitiva não estará apenas em adotar novas tecnologias, mas em saber onde a tecnologia está sendo utilizada, quanto custa, quais riscos envolve e qual valor entrega ao negócio.
Como a ATIVU pode contribuir
É nesse ponto que a gestão integrada de ativos, custos, contratos e processos se torna estratégica. A ATIVU atua justamente nessa camada de governança, conectando informações que normalmente estão distribuídas entre diferentes sistemas e áreas da organização.
Graciela Cunha é Diretora Comercial da ATIVU Tecnologia e atua há mais de duas décadas no mercado de gestão de Tecnologia, com experiência em gestão de ativos, custos, contratos e governança de TI.
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