Um artigo recente no Financial Times, do economista Jeffrey Funk, fellow do Walter Bradley Center for Natural and Artificial Intelligence, chama atenção para um fenômeno que se tornou comum dentro das grandes empresas nos últimos meses: o consumo de IA generativa por consumo, sem relação direta com resultado. Funk descreve como, sob pressão para parecerem “AI-forward”, equipes inteiras passaram a maximizar o uso de tokens e ferramentas de IA simplesmente para serem vistas como adotantes da tecnologia, prática que passou a ser chamada, no jargão corporativo americano, de “tokenmaxxing”. Segundo o relato, até poucos meses atrás a percepção predominante em muitas grandes empresas era de que, quanto mais uso de IA, melhor. O problema é que esse tipo de adoção não nasce da necessidade real de um processo, mas da pressão hierárquica para demonstrar modernização. E é exatamente aí que mora a distorção que a Ativu existe para corrigir.
Uso forçado gera uso sub-ótimo
Quando uma empresa, seja ela um banco, uma varejista ou uma multinacional de tecnologia, impõe a seus times o uso de determinada ferramenta, o resultado quase nunca é o uso mais eficiente possível daquela tecnologia. É o uso mínimo suficiente para não chamar atenção, ou o uso inflado artificialmente para parecer alinhado à estratégia da liderança. Em ambos os casos, o gasto com licenças, tokens e assinaturas cresce, mas o retorno em produtividade real não acompanha esse crescimento na mesma proporção. O próprio artigo de Funk traz um exemplo emblemático: mesmo dentro da Meta, empresa que fornece infraestrutura de nuvem e IA para o mercado, o CTO Andrew Bosworth reconheceu internamente que a empresa havia acumulado ferramentas de IA sobrepostas e que uso de token, por si só, não é medida de impacto algum. Isso é dito por quem está dentro de uma das maiores fornecedoras de tecnologia do mundo, o que reforça que a disparidade entre “estar usando a ferramenta” e “estar extraindo valor da ferramenta” não é exclusividade de empresas atrasadas digitalmente. É um problema sistêmico, presente até nas companhias mais avançadas em IA. Esse é justamente o espaço onde nascem oportunidades de negócio consistentes: toda vez que existe uma diferença relevante entre o uso nominal de uma tecnologia (o que a empresa contratou, o que foi imposto ao time) e o uso otimizado dessa mesma tecnologia (o que de fato entrega produtividade e retorno financeiro), existe dinheiro sendo desperdiçado e, portanto, receita disponível para quem souber identificar e eliminar esse desperdício.

Por que a gestão de custos de tecnologia se torna indispensável
Os dados citados por Funk ajudam a ilustrar a dimensão do problema: pesquisas mostram divergências significativas entre a percepção de executivos e a realidade vivida por quem efetivamente executa o trabalho no dia a dia, com boa parte dos funcionários relatando ganhos de tempo muito menores do que os anunciados pela liderança. Esse descompasso é sintoma direto de decisões de adoção tecnológica tomadas de cima para baixo, sem instrumentação adequada para medir o que está realmente sendo usado, por quem, e com qual retorno. É precisamente esse vácuo de instrumentação que abre espaço para serviços como os da Ativu. Gerir custos de tecnologia não é apenas cortar gastos, é mapear onde a ferramenta está sendo subutilizada, onde está sendo usada em excesso sem gerar valor, e onde faltam ajustes de processo para que a adoção deixe de ser cosmética e passe a ser produtiva. Empresas que compram (ou são obrigadas a comprar) tecnologia sem esse tipo de governança tendem a acumular contratos redundantes, licenças ociosas e gastos crescentes com pouca correlação com produtividade, o mesmo padrão de sobreposição de ferramentas que a própria Meta identificou internamente.
Conclusão
O ponto central do artigo de Funk não é que a IA seja inútil, mas que grande parte da sua adoção atual está desconectada de qualquer critério de eficiência real. Esse tipo de desconexão é estrutural nas empresas que tratam tecnologia como obrigação corporativa, e não como instrumento de resultado. Para a Ativu, essa lacuna entre uso nominal e uso otimizado não representa um problema abstrato de mercado, representa exatamente o tipo de ineficiência que nossos serviços de gestão de custos de tecnologia existem para transformar em economia mensurável e em uso mais inteligente das ferramentas que as empresas já pagam para ter.
A ATIVU oferece soluções especializadas em tecnologia capazes de integrar sistemas, automatizar processos e apoiar a transformação digital do seu negócio.



